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Nu sob a roupa

Atualizado: 12 de jan.

Este é o titulo de um texto magnífico escrito por John Veltheim, o criador e criativo do Sistema BodyTalk, prefaciado por Esther Veltheim, co criadora e colaboradora potente, e brilhantemente traduzido pela querida terapeuta Adriane Manhães onde, para mim, ela conseguiu trazer o tom daquilo que John queria dizer, sobre a essencialidade do BodyTalk.


É um texto grande, que requer que se queira ler, fazendo contato, degustando, percebendo os incômodos que emergem dos cômodos pessoais, à medida em que se é confrontado pelas ideias expostas, ao mesmo tempo em que John apresenta conceitos energéticos sobre a saúde.


Sempre retorno à este texto. Volta e meia vou lá pra me despir de um monte de conceitos que, por mais que eu já saiba serem meramente conceitos, ainda aderem-se às pilhas de crenças inconscientes e aos modelos regulatórios que e-mer-gem dos ditames exteriores, oriundos dos vários sistemas educacionais, incluindo-se família e sociedade, que permanentemente querem determinar as peles e roupas consideradas adequadas e corretas.


Costumo dizer às pessoas, que BodyTalk não é sobre o que se pensa, acha, concorda ou não, gosta ou nao. E nem mesmo é sobre o que está sentindo-se, porque até o sentir pode se enganar.

BodyTalk é sobre o que está por dentro, por baixo, oculto sob tantas vestes.


Uma sessão, várias sessões, o processo de se colocar a receber sessões, vai auxiliando a tirar esse monte de roupas, que a gente nem sabe que veste, que molda, que aperta, oprime e machuca, onde seguir se machucando é uma resposta natural de quem não sabe que tem outras roupas para usar.

E que pode até mesmo, usar roupa nenhuma.


Há um bom tempo presente no Sistema BodyTalk, percebo que, cada vez, tenho menos palavras para "explicar" BodyTalk, exatamente porque BodyTalk será para cada pessoa, o que ela experimentar, pois trata-se de despir-se de um monte de coisas, crenças, conceitos e até de certezas sobre a vida e o viver.


Quem sabe, ler este texto grandioso, explique e traga respostas sobre estas possibilidades de um corpo que fala?


Logo no início é Esther quem nos alerta para o fato de que "esse artigo pode desafiar suas atitudes e crenças", e pode ser muito interessante se despir de ideias rígidas sobre este tema ao iniciar a leitura, aproveitando para conhecer alguns dos conceitos que fazem parte das bases do Sistema BodyTalk, e que o tornam tão profundo.


John encerra o texto dizendo:

"Pelo encorajamento de uma atitude positiva com nossos corpos, estimulamos uma relação saudável com nossa mente, alma, espírito, e nosso ambiente. Isso fará diferença dentro de nossas próprias vidas e, se um número suficiente de nós o fizer de forma responsável e pacífica, no mundo."


Eu não poderia dizer melhor do que ele.

Boa leitura.


Celia Barboza

11/01/2024


Original em inglês





“Nu sob a roupa”

Por John Veltheim, Fundador do Sistema Bodytalk

Tradução por Adriane Manhães


Prefácio

O nascimento desse artigo foi fácil. O período de gestação, entretanto, durou muitos anos. Durante seus anos de prática clínica, John tornou-se agudamente ciente do abismo que, na maioria das pessoas, parecia separar a mente do corpo. Abismo esse resultante de séculos de regras sociais com respeito aos códigos éticos e morais de comportamento.


Tais regras deram origem à rejeição atual do homem daquilo que é o mais natural e o mais belo – o corpo humano. A motivação de John veio a partir da observação das limitações que as pessoas colocavam sobre elas mesmas e, como resultado, sobre sua própria saúde.


Sua inspiração para escrever esse libreto surgiu de assistir à transformação de pacientes e estudantes que escolheram criar uma ponte sobre o abismo das endoutrinações. Pessoas essas que escolheram investigar a sua necessidade de roupa, seu medo da nudez e do desempoderamento que tal aceitação incondicional de códigos morais as vinham submetendo.


Esse não é um livreto sobre desobediência civil, é antes sobre olhar o que nós fazemos no que diz respeito aos nossos próprios corpos, o que nós não permitimos a nós mesmos fazer e o porquê existiram vários expoentes sobre a importância do nudismo e uma relação saudável para com a nudez.


Dos antigos místicos Hindus e filósofos Gregos, a grandes pensadores contemporâneos tais como Willheim Reich e Carl Jung, a nudez foi amplamente abordada, mas suas palavras caíram largamente em ouvidos surdos e frequentemente encontraram mentes medrosas e ofendidas.


Lalla, a lendária mística do século 13 de Cashmere, na Índia, talvez melhor descreva a alegria potencial e a sacralidade que nós estamos negando a nós mesmos, quando escreve:

“Dance Lalla, vestindo nada se não ar.

Cante Lalla, vestindo o céu.

Olhe para esse dia brilhante!

Quais roupas poderiam ser tão belas ou mais sagradas?”


Esse artigo pode desafiar suas atitudes e crenças, mas apenas pede de você que entretenha as ideias e sugestões apresentadas com uma atitude investigativa.

As experiências de John com Medicina Chinesa, Metafísica e artes marciais deram-lhe o benefício da tela única sobre a qual ele apresenta as suas observações. Ele pinta um quadro estimulante dos benefícios da nudez. Mais importante, nós saímos dessas próximas páginas cientes de que o assunto sendo tardiamente abordado merece a consideração e a ação públicas.


Alegria pessoal e paz interior são duas boas razões para permanecer com o John pelas próximas páginas, por que seu propósito é claramente o de explorar essa esfera que nos é oferecida.


Esther Veltheim (1994)



Psicologia do Corpo

Progressivamente ao longo dos séculos, a sociedade desenvolveu o uso da vestimenta como uma máscara.

As roupas foram originalmente utilizadas para proteger as pessoas dos elementos naturais, do calor e do frio, de modo a impedi-las de se queimarem ou congelarem. Também foram utilizadas como adorno para ressaltar a capacidade de atração e por razões rituais e cerimoniais. Nos últimos séculos, as pessoas desenvolveram uma dependência cultural nas roupas, que viraram uma máscara e um suporte para a personalidade percebida e as deficiências de caráter.


Frequentemente encontramos pessoas que não seriam vistas “nem mortas” sem roupa. A vestimenta é usualmente usada para retratar uma imagem que é diferente das deficiências percebidas das pessoas.

É uma forma de artífice ou disfarce projetado externamente para encobrir defeitos emocionais ou de personalidade que as pessoas pensam que tem: escondendo-se sob as roupas, podem metaforicamente se cobrir e negar aos outros a exposição do Eu interior que se julga aleijado.

A necessidade de fazer isso acontece mais comumente em pessoas com baixa auto-estima.


Moda

Esse processo está sendo encorajado pelos excessos culturais das revistas de moda numa indústria com interesse monetário muito forte na promoção de roupas. Tais indústrias criam a crença de que a roupa é um artigo essencial à própria vida, em vez de um auxiliar prático e divertido.

A tragédia é que muitos aceitaram isso cegamente. A pessoa média pensa no vestuário como uma das necessidades da vida que transcende a mera proteção e se expande para a esfera da personalidade, do caráter e do sentido de auto-valor.


Culpa

Surge concomitantemente a essa tendência, a de se associar automaticamente a nudez à atividade sexual.

Muitas religiões escolhem perceber a atividade sexual como um pecado, e por associação, assim também veem a nudez. Usam esse argumento como uma forma de manipular as pessoas de modo a se sentirem culpadas a respeito da nudez.

Pessoas culpadas pensam então que precisam da igreja para perdoá-las. Da mesma maneira, pessoas culpadas podem ser facilmente controladas por qualquer tipo de autoridade.

Pessoas vibrantes, saudáveis, sem culpas, cheias de auto-estima, são tradicionalmente muito difíceis de serem ‘administradas’ ou controladas por igrejas ou governos.

Através da combinação das influências acima, muitas sociedades criaram leis para tornar ilegal andar por aí como nos fez a Mãe Natureza.


 Quando é errado estar nu?

Um bebê recém-nascido nu não é considerado errado ou ruim.

Em qual idade essa criança nua torna-se inoportuna? É aos 18 meses, ou quando tem 3 anos de idade? Uma criança nua de dois anos de idade na praia é geralmente considerada normal e inofensiva.

Então quando uma criança não é criança? Seria aos 4 anos, ou seria aos 10 anos de idade?

Pessoas com questões envolvendo a nudez irão frequentemente relatar que é quando atingem a idade escolar, aos 5 anos de idade.

Tal conceito infere que uma criança nua na praia de 4 anos, 364 dias e 59 minutos é uma criança sadia com uma boa postura perante a vida.

Um minuto depois ela é, subitamente, uma criança malcriada e cheia de pecado por ainda estar nua! Esse conceito é obviamente uma farsa.


Auto-estima

A criação dessa atitude absurda emerge, com frequência, da baixa auto-estima desenvolvida em uma idade bastante tenra.

As crianças são influenciadas por um ambiente que produz muitas posturas negativas sobre elas mesmas. A elas é dito explícita ou implicitamente através de determinadas ações, que elas não são perfeitas, não são amáveis, não são boas o suficiente, que são malcriadas, etc.


Quando adultas, elas sentem a necessidade de camuflar essas inadequações percebidas em suas personalidades e caráter. Criam-se comumente uma série de comportamentos e sistemas de crenças para compensar por essas inadequações.

Assim, também se desenvolvem uma série de máscaras para encobrirem-se as próprias fraquezas. Por exemplo, a pessoa que se sente fraca em seu íntimo irá, não raramente, colocar uma máscara de “durona” e adotar uma postura agressiva.


O vestuário é usado continuamente nesse processo; a pessoa fraca usa roupas agressivas e que denotam poder. A pessoa ‘perversa’ usa roupas desenhadas para dar-lhe aceitação e fazê-la parecer ‘boazinha’. A pessoa mal amada tenta demonstrar indiferença e usa peças rebeldes e inaceitáveis. A pessoa culpada se retrata de forma pia e usa artigos que transparecem pureza, com uma atitude de “sou mais sagrada do que você”.1


Pessoas que intimamente não se aprovam a si mesmas também o disfarçam tornando-se críticas das outras.

Elas sentem que ao colocarem uma pessoa para baixo, elas estão trazendo aquele indivíduo para o seu nível. Elas se asseguram de usar sempre o traje correto para cada ocasião para assim evitar serem mal vistas. Essas pessoas que odeiam ser julgadas são as mesmas que tendem a ser julgadoras.


Todo esse processo é desafortunado por que a baixa auto-imagem que as pessoas pensam esconder não é o Eu verdadeiro. É tão simplesmente outra máscara num nível mais profundo.

O verdadeiro Eu se encontra sob esses sistemas de crenças ensinados à criança.


Em situações onde as pessoas podem “descascar” essas máscaras e expor o Eu verdadeiro, elas sempre encontram alguém a quem amam e sobre quem se sentem bem.

Nós nascemos puros, carinhosos e inocentes. Quanto mais rápido nós pudermos entrar em contato com esse fato, mais rapidamente nós experimentaremos a alegria da vida.

A única razão pela qual nós não experimentamos a total abundância de alegria, paz, amor e segurança financeira é por que nós estamos ativamente resistindo a essas coisas que são nossas de ‘direito de nascimento’.2


Nós as resistimos, criando as máscaras que agem para nos separar do nosso verdadeiro Eu interno e nos bloquear essa abundância.


1 “holier than thou” é uma expressão idiomática da língua Inglesa para referir-se a pessoas com atitude de superioridade moral.

2“birthright”


Desligando

Quando pessoas usam roupas como uma forma de fechar-se pro mundo lá fora, e de cobrir-se de tal forma a prevenir que esse mundo veja a sua auto-imagem interna distorcida, elas criam uma tragédia de proporções imensas.

Escondidas sob as roupas, elas fecham os seus corpos tanto psicológica quanto energeticamente. Um corpo saudável tem a sua energia, o seu sistema nervoso, e sua força vital fluindo livremente através dele.


Quando desligado psicológica e fisicamente, assim também a energia do corpo se fecha e se distorce, fluindo então de forma anormal. Isso termina por se manifestar em muitas distorções no crescimento físico, mental, emocional e espiritual.

Um sistema energético suprimido torna-se inflexível, rígido. Isso é facilmente visto em atitudes rigorosas encontradas tão comumente na sociedade, assim como na tendência da raça humana a desenvolver corpos rígidos e artríticos.


Interagindo com a vida

O fechamento e isolamento energético tem também um efeito dramático na habilidade do indivíduo de se relacionar com outras pessoas e com o mundo.

Há vários livros recentes que demonstram que nós somos sistemas de energia constantemente interagindo com todos os outros sistemas de energia do nosso ambiente. Nós extraímos energia do mundo ao nosso redor.


Até 40% da nossa captação de oxigênio dá-se através da pele (a não ser que a abafemos com excesso de roupa sintética e maquiagem!).

Indivíduos saudáveis extraem uma grande porcentagem de sua energia, através da pele, da atmosfera, das árvores, das plantas e de toda a natureza. (Pessoas não saudáveis e carentes também terminam por tirar energia de outros seres humanos, como parasitas).


Nós extraímos e doamos energia. Isso significa também uma troca saudável – nossa habilidade para fazê-lo depende do quão aberto e flexível se encontram os nossos sistemas de energia.

Quando nos fechamos psicológica e fisicamente, especialmente pela metáfora de cobrir-nos com roupas, nós não estamos somente escondendo-nos de outras pessoas, mas do mundo.


Assim bloqueia-se a troca de energia e reduz-se a vitalidade total disponível ao indivíduo. Consequentemente prejudica-se a habilidade de se relacionar e interagir com o mundo. Tal interação é um modus operandi 3 essencial para um organismo saudável – todas as células, animais, plantas e seres humanos sobrevivem de acordo com as suas inter-relações com o exterior. Uma vez isolando-se, as pessoas aleijam sua capacidade de crescer bem como de processar o mundo como deveriam.


A necessidade de roupa

Há muitas formas de isolar-se e assim fechar o processamento da vida.

Um método proeminente de fazê-lo é pela necessidade de vestimenta. Não é o ato em si de usar roupas que é o problema, mas a necessidade da roupa como uma forma de máscara da qual não se vive sem.


As pessoas dizem “Não me importa se estou vestido ou não.” – o que é ótimo se for verdade. Mas como você realmente se sentiria indo nu ao trabalho, ou nu em público (supondo-se que fosse um ato legal fazê-lo)?

Que impacto isso teria em você? Quão preocupado você ficaria com o julgamento dos outros?

É preciso olhar de perto para saber se nossas roupas são ou não uma forma de mascaramento para nos proteger emocionalmente.

3 Latim – Modo de Operação


Desempoderamento

Esse mascaramento, esse cobrir-se, essa utilização das roupas para nos fecharmos para o mundo nos desempodera.

A sociedade já está cheia de pessoas que entregam suas responsabilidades financeiras a contadores e banqueiros; seus deveres com a própria saúde aos médicos; suas responsabilidades emocionais aos seus esposos; e estão, constantemente, desempoderando-se ao abrir mão de suas responsabilidades em muitos aspectos diferentes da vida.


Ainda mais séria é a forma como as pessoas se desligam da sua própria habilidade de interagir com a vida, e extrair energia e vitalidade de seu ambiente, através da necessidade profunda da utilização de roupas como camuflagem.


Mente e Saúde

A mente é uma influência muito poderosa na saúde do indivíduo.

Em psicologia, é geralmente aceito que muitas doenças são criadas através de atitudes mentais para com o corpo e para com nós mesmos.


Infelizmente, nossa sociedade cultiva uma atitude negativa aos mesmos corpos que trata de manter saudáveis.

Muitas crianças são criadas para acreditar que seus corpos são perversos e que portanto, deveriam ser cobertos, como algo pelo qual devessem sentir-se envergonhadas. Isso causa uma impressão duradoura no eu interior e na psicologia da persona.


Tal forma distorcida de pensar pode ficar com o indivíduo até à morte a não ser que se busque ativamente a correção dessa postura. De fato, ela pode levá-lo à morte muito mais cedo!


Estresse

O efeito negativo de se ter vergonha do corpo vai afetar a nossa auto-imagem e ser uma constante forma de estresse.

Uma imagem corporal negativa pode ser considerada uma grande fonte de estresse na nossa sociedade. Isso terá uma profunda influência no funcionamento do corpo e na sua habilidade de manter-se saudável e vital por que altos níveis de estresse são um fator significativo de exposição à doença.


Isso pode ser visto particularmente em crianças que são educadas com atitudes distorcidas para com o corpo. Hoje em dia, à muitas crianças é prescrito o uso de tranquilizantes.


Delinquência em menores

Uma vez que as crianças comecem a pensar negativamente a respeito de seus corpos e percebam seus órgãos sexuais como algo ruim, elas ficam preocupadas com esses aspectos negativos.

Pessoas tem uma tendência natural a se focarem no que é negado. Quando uma criança tem uma atitude negativa com relação ao corpo, há uma tendência a abusá-lo.


Essa atitude negativa combina-se a uma autoimagem distorcida e à baixa auto-estima, resultando em uma tendência à auto-sabotagem, com abuso de substâncias químicas, exploração sexual destrutiva, e comportamento rebelde com propensão à delinquência.


Muitos estudos demonstraram que pessoas que foram criadas em famílias de nudistas com atitudes saudáveis, costumam ter muito mais respeito aos seus corpos e são muito menos propensos a serem pegos em comportamentos abusivos envolvendo álcool ou drogas. (Veja ‘Growing up With shame’, por Dennis Smith e Dr. William Sparks).


O aspecto sexual é muito importante: adolescentes com hormônios à flor da pele que foram criados com atitudes corpo-mente negativas irão rapidamente distorcer a sua sexualidade.

A urgência sexual é o impulso mais forte no indivíduo. A Natureza estava assegurando-se da sobrevivência da espécie ao prover ao homem uma sexualidade forte e sadia.

Quando um impulso tão intenso é distorcido, suprimido e ambíguo, observa-se a manifestação de um comportamento anormal: a criança fica obcecada com o sexo oposto e com sua própria sexualidade.

Relações com o sexo oposto são iniciadas com uma atitude competitiva – ganhadores e perdedores. O sexo oposto é ameaçador e, o sexo em si é uma forma de conquista.


A criança inteligente tem uma curiosidade saudável e natural sobre o próprio corpo e os corpos dos outros que, quando suprimida e distorcida, gera problemas.

Quando essa curiosidade é tingida com sentimentos de mau comportamento, associa-se culpa à ela e ao desejo de aprender sobre a vida. Isso irá então refletir-se em todos os outros aspectos de sua vida, inclusive na busca geral de conhecimento e entendimento.


Crianças educadas em um ambiente de nudismo tendem a se relacionar muito mais facilmente com os seus pares, e passam pela adolescência com menos potencial para traumas.

Elas têm uma atitude mais saudável tanto para com elas mesmas quanto para com os outros. Estatisticamente, elas se adaptam aos estudos e à aprendizagem mais eficientemente, e têm uma incidência significantemente menor de dependência química, incidentes com a lei, e delinquência juvenil.


Nu sob a roupa: Um histórico de caso

Janice e seu marido Gary cambaleavam pela aparentemente interminável vereda em direção à praia. Seu coração martelava, ela sentia-se enjoada, à beira de um desmaio – medo, culpa e pânico a dominavam por completo, mas ainda assim havia, de alguma forma, um sentimento intuitivo de que esse “remédio” prescrito por seu médico seria o que funcionaria.


A prescrição era para que ela e seu marido, Gary, fossem até a praia de nudismo, tirassem suas roupas, e passassem ao menos uma hora nus entrosando-se com outros nudistas, após o que, Janice poderia voltar para casa quando desejasse. Por que algo tão simples a estava mergulhando em reações emocionais tão fortes?


Aos 33 anos de idade, Janice e Gary eram ambos profissionais moderadamente bem sucedidos, com um bom lar, sem filhos e um casamento infeliz. Ela tinha dores de cabeça diárias, asma, dor nas costas, cólicas estomacais e náusea após comer, e seu ciclo reprodutivo estava um caos. Álcool aliviava a dor, mas não a depressão. Ela estava verdadeiramente vivendo o “lado negro” de sua vida e tinha poucos amigos com quem falar.


Após muitos especialistas e exames, ela decidiu visitar um médico altamente recomendado que praticava medicina alternativa. Depois da consulta, Dr. Bill decidiu fazer um exame físico e a deixou na sala com instruções para que ficasse apenas de sutiã e calcinha.

Ele voltou para descobrir que Janice havia retirado o vestido, mas ainda vestia quatro anáguas, meia-calça, além do robe descartável fornecido no vestiário. Quando o Dr. Bill sugeriu que precisaria ver mais do seu corpo para conduzir o exame, a resposta reativa, quase hostil, foi a de que ninguém via seu corpo.


Com mais algumas perguntas, revelou-se que até ao marido, tal privilégio era negado. Nas poucas vezes que faziam amor (em suas palavras – “had a naughty”4 ), ela permanecia vestida, coberta pelos lençóis, com as luzes apagadas, e sua camisola era apenas levantada o suficiente para consumar o ato.


4 Também “to have a nasty”, expressão idiomática da língua Inglesa referente ao ato sexual como algo perverso, ”fazer aquilo”.


Janice era boa de conversa e inteligente. Tornou-se óbvio através da discussão com Janice e Gary que os aspectos negativos da nudez, do vestir-se, e da auto-imagem representavam um bloqueio enorme em sua vida.

Ela estava desesperada para melhorar e tinha total apoio do marido. Sua escolha terapêutica estava entre muitas e longas sessões terapêuticas arrastadas no tempo, que frequentemente atolavam-se em dialéticas cerebrais, ou “ a sangue frio”.


Janice e Gary fizeram um grande esforço até chegarem à praia. Naquele momento eles podiam ver ao redor de duzentas pessoas nuas.

A pior parte é que muitos deles estavam, de fato, brincando com jogos de praia. Ao menos metade deles eram crianças risonhas e felizes.


Janice não conseguia desabotoar o vestido. Gary teve que despi-la: quatro anáguas, meia-calça e tudo o mais!

Ela disse mais tarde que pensou honestamente que teria um ataque cardíaco. Com alguma dificuldade, Gary tirou suas roupas, e eles começaram então a caminhar (por que não poderiam ficar parados sem desmaiar).


Quarenta e cinco minutos mais tarde Janice e Gary estavam jogando vôlei de praia com um grupo de pessoas nuas. Eles ficaram o dia todo, voltaram no dia seguinte, e eram agora visitantes regulares.


Desde então Janice não teve mais nenhuma dor de cabeça, nem dores nas costas. Todos os aspectos de sua saúde melhoraram dramaticamente.

Seu casamento está fortalecido com uma vida sexual prolífica (para compensar pelo tempo perdido) e sua carreira está florescendo.


Ela descreveu, mais tarde, que ela subitamente se sentiu liberada dentro do próprio corpo, e estava finalmente em contato com sua verdadeira força vital. Pela primeira vez na vida, ele era uma criatura sensual sem se sentir culpada!


O caso de Janice é um exemplo extremo do que algumas pessoas estão passando devido ao condicionamento distorcido que nossa sociedade deu-lhes na infância.

Nós somos ensinados que o corpo é algo do que se envergonhar. Nós somos então condicionados a usar a roupa como uma máscara sob a qual nos esconder.


O uso continuado da máscara leva a uma eventual identificação com ela. Nós realmente acreditamos que somos a máscara.

Ao invés de usar a roupa como forma de proteção contra os elementos, ou para diversão, para provocar e adornar nossos corpos, nós frequentemente a usamos para fazer com que os outros acreditem que somos algo que de fato não somos e então acreditar no engodo nós mesmos!


Esse artifício é reconhecido intuitivamente e nos sentimos sufocados pela falsidade da vida.

Legalmente, não podemos remover a máscara da indumentária, então procuramos por outras saídas, através das doenças, das neuroses, e da gratificação dos sentidos.


Sensualidade

O aspecto trágico desse cenário é o fato de que as pessoas, de um modo geral, estão negando a sua sensualidade.

Esta é a força energética primeira a mover e sacudir o corpo.


O Chi (Ki ou Prana) do qual as pessoas ouvem falar em acupuntura e artes marciais é simplesmente outra manifestação de sensualidade.

Um fluxo saudável de sensualidade estabelece a saúde geral, vitalidade, sexualidade, e sentimentos de bem-estar.

Ainda que, em última análise, se vá mais fundo do que isso, o corpo nu é uma metáfora para a nossa sensualidade.


A nudez simboliza a liberdade, a abertura e a sensualidade, mais do que qualquer outro processo cognitivo.

As pessoas não precisam estar nuas para colher os benefícios de se estar nu. Há inúmeras situações onde a nudez é impossível por conta do tempo, e de restrições sociais e legais.


Nós podemos, entretanto, estar ‘nus sob a roupa’.

Estar nu sob a roupa vai muito além do escopo da sensualidade – é uma postura de vida, um lembrete constante de que a vida flui muito melhor quando nos abrimos para ela mental, emocional e energeticamente.


Há uma constante troca de energia acontecendo entre as pessoas. Em indivíduos saudáveis há um mecanismo de intercâmbio onde nossa energia própria e única flui em direção às pessoas em volta, e por nossa vez, nós absorvemos a energia alheia.

Isso é muito necessário para o equilíbrio dos sistemas de energia do corpo, por conta da variedade de energia que se pode absorver.

Não muito diferentemente, não é saudável viver numa dieta de um só alimento.


Pessoas que estão desconectadas dão curto-circuito no sistema e energeticamente isolam-se do mundo.

Seus sistemas energéticos se estagnam e enfermidades começam a se manifestar dentro do sistema.

Reconhecidamente, há muitas outras razões para doenças, mas essa não deve ser ignorada.

Mesmo que não levemos o assunto tão longe e apenas nos concentremos na óbvia privação de energia e de interação em nossas relações, poderemos encontrar uma queda dramática na nossa qualidade de vida, crescimento pessoal e sentido de bem-estar.


A Bioenergética do Naturismo

É bastante conhecido o fato de que há um fluxo de energia muito forte correndo através do corpo, que o corpo é feito de muitas formas de energia e frequências.


As frequências mais lentas são a energia física dos músculos, ossos, tecidos, etc. À medida que estas frequências aumentam, elas passam pelo espectro do sangue, linfa, impulsos nervosos, canais de energia, chakras, auras, etc.


O efeito da roupa no fluxo energético

Muitos experimentos interessantes foram feitos sobre o efeito das roupas no fluxo de Chi dentro do corpo.


Durante meus anos como o Diretor do Brisbane College de Acupuntura Tradicional e Terapias Naturais na Austrália, muitos experimentos foram conduzidos utilizando-se equipamento altamente sensível capaz de monitorar e medir o fluxo de Chi ao longo dos meridianos. Uma agulha de acupuntura podia ser inserida num ponto determinado para demonstrar o seu efeito nos níveis de energia em outras partes do corpo percorrida pelo meridiano em questão.

Por exemplo, uma agulha inserida logo abaixo do joelho, num ponto chamado ‘Estômago 36’, refletiria um aumento de fluxo de energia ao longo de todo o meridiano do estômago, subindo pela perna, passando pelo estômago, seguindo pelo tórax até chegar aos olhos.

Ao estimular-se a agulha, pode-se efetivamente ajudar a balancear, e curar, uma desordem do estômago (como uma úlcera, por exemplo), ou talvez aumentar o fluxo de energia para os olhos e melhorar a visão.


Alguns experimentos demonstraram o seguinte: Quando um paciente estava nu e tinha a agulha estimulada, havia um fluxo mensurável de energia – digamos 100 unidades.

Se a pessoa então usasse roupas de baixo de nylon durante o experimento, o resultado efetivo final era uma redução do fluxo em até 60%.


Experimentos repetidos demonstraram que se o paciente usasse tais roupas durante seus tratamentos, ele necessitaria o dobro de sessões para obter os mesmos resultados do que quando nu. [Roupas de baixo de algodão reduzem o fluxo em 20%]


O corpo como um campo elétrico

A superfície do corpo é um campo elétrico que está constantemente interagindo com o ambiente e com nossos sistemas internos.

O sistema nervoso representa outro conjunto de circuitos elétricos. Os dois se combinam para criar variados potenciais elétricos que podem facilmente ser medidos.


Esse potencial elétrico é alterado pela influência dos diferentes tipos de vestimenta. Roupas sintéticas acumulam uma carga estática no corpo de modo que quando uma peça de metal é tocada, a pessoa toma um choque.


Terapeutas que trabalham com Bioenergética descobriram que essa estática tem efeitos prejudiciais na rede elétrica do corpo, o que, por sua vez, afeta a saúde.


Intervalo Diário de Nudez (Nude-Break)

A utilização de roupas, em particular as sintéticas, tem um efeito deletério tanto no potencial elétrico, como no livre fluxo de Chi do corpo.


Do ponto de vista da Bioenergética, as roupas têm um efeito estressante cumulativo no corpo. É importante dar ao corpo um tempo para se normalizar – um espaço para respirar, diria – para que se possa equilibrar o fluxo elétrico por toda a pele. Por essa razão é tão essencial para nós estarmos despidos diariamente por um determinado período de tempo.


Muitos de nós já notaram que os estresses do dia podem ser dramaticamente reduzidos debaixo do chuveiro ou sentando-se na água.

Há um efeito duplo aqui: um é a remoção da roupa que permite o livre fluxo de energia; o outro é que a água corrente tem o maravilhoso efeito de neutralizar bloqueios energéticos e desativar cargas elétricas.


O corpo pode também se neutralizar simplesmente por estar nu sem a interferência elétrica e física da roupa.

Por isso se faz tão importante estar-se nu todos os dias. E quanto mais tempo melhor.

Nossos corpos precisam de uma chance para se recarregar, se revitalizar e se resolver.


O efeito cumulativo de se usar, ao longo dos anos, roupas sintéticas e apertadas é um aumento dramático nos níveis de estresse, o envelhecimento acelerado e a saúde reduzida.


O efeito dos trajes de banho

Há um efeito negativo cumulativo na utilização de roupas de banho sintéticas sob o sol.

Primeiramente, por conta do material, uma carga eletrostática se acumula, interferindo nos circuitos energéticos e irritando a pele. Em seguida, o sol batendo sobre o corpo cria um diferencial de temperatura entre onde a roupa toca e onde a pele está exposta.


A combinação do diferencial de temperatura, do acúmulo de carga eletrostática e da interferência no fluxo de Chi na área, cria variações elétricas que podem ser muito prejudiciais à saúde.

Objetivamente, observa-se que a área ao redor da roupa de banho é queimada com mais facilidade. Há uma faixa de uma polegada aonde a roupa de banho toca a pele que é a primeira a ficar vermelha, queimar e fazer bolha. Isso parece ser o resultado da interferência criada por essas cargas elétricas.


Isso também tem um efeito generalizado sobre toda a pele. Quando o potencial elétrico da pele e sua função são afetados em qualquer parte, haverá ramificações no resto do corpo.


Pessoalmente, creio ser essa uma das razões pelas quais nudistas tendem a ter uma incidência menor de câncer de pele do que o público em geral (esse fato foi reportado extensivamente).

Basta observar uma praia de nudistas para se perceber que há uma frequência mais baixa de queimaduras do que seria normalmente esperado em praias comuns.


Estatisticamente, foi demonstrado que naturistas manifestam uma incidência mais baixa de câncer a despeito de estarem sob o sol mais longamente, com todo o corpo exposto e, geralmente, com menor utilização de filtros solares. Se tal evidência afeta a incidência de câncer de pele, deverá obviamente afetar outras doenças de pele.


A pele é o maior órgão do corpo com uma complexa relação com o corpo. Se algo de errado acontece com a pele, haverá ramificações na saúde geral do indivíduo.

Foi também demonstrado que esses efeitos ocorrem mesmo quando da utilização de trajes de banho minúsculos.

Um biquíni ou calção tipo fio-dental cria um problema igualmente grande por que a faixa de tecido sintético sobre a pele gera a mesma situação. Então pouco importa se o que se está utilizando é um biquíni ou maiô, ainda se sofrerão os efeitos prejudiciais à saúde e um aumento na carga de estresse do corpo.


Minhas próprias observações envolvem uma longa história pessoal com desordens de pele e tendência genética ao câncer de pele. Meus inúmeros sinais de pele desenvolveram círculos brancos ao seu redor e ficavam negros sempre que eu me expunha ao sol, a não ser que eu usasse enormes quantidades de filtro solar.


Eu percebi que quando eu estava numa praia nudista, exposto ao mesmo sol, só que com muito menos creme protetor, o efeito oposto ocorria. Ao invés de me queimar, eu me bronzeava, e os sinais desapareceram progressivamente como resultado de tomar sol nu (comparando-se ao banho de sol com traje de banho). Recentemente, eu vivi em partes da América onde o traje de banho é compulsório nas praias e meus problemas de pele começaram a voltar! Devido ao risco pessoal de saúde, eu reluto em nadar numa praia onde eu não possa estar nu.


Desordens da mama

Essa tragédia continua quando mulheres têm que usar a parte de cima do biquíni. Elas criam um desequilíbrio elétrico em volta do sensível tecido mamário que ajuda a promover o câncer de pele.

Uma vez no sistema, pode promover qualquer forma de câncer.

Isso não foi ainda cientificamente comprovado por que ninguém se importou em avaliar seriamente esse problema, provavelmente por que iria-se de encontro a muitos dogmas, quando se trata da promoção da nudez em relação à saúde.


O sutiã

Como um aparte, vale a pena olhar para todo o conceito do sutiã.

Hoje em dia, a maioria dos sutiãs ainda são sintéticos, muito embora haja uma tendência positiva para o algodão. O material sintético acumula uma carga elétrica que interfere com a energia dos meridianos que correm através dos seios.


Esses meridianos prejudicados formam pequenas correntes parasitas (de Foucault), ao invés de fluir suavemente numa direção linear. Tais correntes causam o acúmulo de energia estagnada que atrai fluido (linfa) para os seios (em alguns tipos de corpos, acontece o contrário, e se reduz o fluxo de fluidos nessa área).

A combinação das correntes parasitas e do acúmulo de fluido promove a formação de nódulos mamários, mamas doloridas, problemas durante a amamentação, etc.


Isso é ainda mais agravado em sutiãs com aros de metal (tais como o da marca ‘Wonderbra’). O aro de metal configura um campo magnético exacerbando o quadro acima descrito ainda mais.


Eu tratei, com sucesso, muitas mulheres com longa história de nódulos mamários. Disse-lhes que só usassem sutiã somente quando necessário, que passassem tempo sob o sol bronzeando seus seios, e organizei algumas sessões de drenagem linfática das mamas, com excelentes e consistentes resultados.


É da minha opinião que qualquer governo que força as mulheres, por lei, a cobrir os seios quando vão tomar banho de sol, está promovendo doença. Não somente a enfermidade física, como também a mental, ao criar posturas negativas para com o corpo humano, assim como para com a sensualidade e a sexualidade de cada um, que acabam por gerar grandes problemas dentro da sociedade.5


Metafísica e Nudismo

Wei Chi (energia protetora)

Estendendo o nosso conceito de energia no corpo, podemos agora voltar a nossa atenção para uma de suas energias de alta frequência.


 O Wei Chi é uma energia que corre sobre a superfície do corpo, logo abaixo e acima da pele. Algumas pessoas são capazes de vê-la, sob determinada iluminação, como um brilho etéreo esbranquiçado que pode estender-se talvez meia polegada além do corpo (mas não deve ser confundida com a aura humana que é uma frequência ainda mais alta e que se estende muito mais além).

Refere-se classicamente a essa energia como a nossa energia protetora, muito embora, como veremos mais tarde, ela possua efeitos muito mais abrangentes.


Ela é de fato uma mistura de frequências, cada uma controlando aspectos diferentes de proteção – física, climática, emocional, psíquica, etc.

Uma pessoa pode, por exemplo, ter um Wei Chi físico forte enquanto o emocional apresenta-se fraco.


Quando nos machucamos, o Wei Chi é a primeira energia a chegar com força e planejar a nossa defesa e reparo. Ela encoraja o fluxo das energias dos meridianos, dos impulsos nervosos e, eventualmente, dos agentes bioquímicos necessários ao reparo da ferida.


Uma pessoa que tenha um Wei Chi físico baixo ou fraco facilmente se corta ou fica roxa, ao contrário de uma pessoa com Wei Chi forte, tal como um atleta de ponta.

Praticantes das Artes Marciais desenvolvem a arte de fortalecer seu Wei Chi de modo a poder absorver golpes muito duros ou desviar objetos pontiagudos sem danificar a própria pele.


O Wei Chi nos protege do nosso ambiente.

Uma pessoa com essa energia forte pode suportar bem mudanças súbitas de temperatura e clima, enquanto que alguém com o Wei Chi comprometido poderá sofrer até sérios problemas de saúde sob as mesmas condições.


Parte do nosso ambiente inclui o bombardeio de campos energéticos a nossa volta. Isso inclui energias negativas de aparelhos domésticos elétricos, redes de eletricidade, radiação, entre outros numerosos perigos feitos pelo homem. Nós podemos também ser atacados pelas energias negativas emanadas por pessoas excessivamente emocionais.

Emoções são frequências de energia que, quando experienciadas de forma reativa e descontrolada, podem afetar todas as pessoas ao redor daquela emocionalmente carregada.


5 Nota do autor: Desde que escrevi esse artigo, um livro excelente foi publicado que documenta o efeito do sutiã no sistema linfático e o alto risco de câncer que pode criar. O livro afirma: “Ao usar um sutiã mais do que 12 horas por dia, uma mulher parece aumentar suas chances de desenvolver câncer de mama em 11% quando comparada à população feminina em geral.”


Parece que usar um sutiã por menos de doze horas proporciona uma proteção 19 vezes maior contra o câncer de mama, quando comparado à população geral (entretanto, poucas mulheres usam seu sutiã por apenas uma parte do dia).

Da mesma forma, mulheres que usam sutiã por mais de 12 horas por dia, mas não para dormir, tem uma chance 21 vezes maior de desenvolver câncer de mama do que mulheres que removem o sutiã antes de 12 horas de uso.

Ainda, mulheres que usam sutiã 24 horas por dia (algumas o utilizam mesmo para dormir), têm uma incidência de câncer de mama 113 vezes maior quando comparadas com o grupo de 12 horas de uso.


Conclusão: “Segue-se que ao optar pela não utilização do sutiã está associada à uma redução na incidência de câncer de mama em 21 vezes, quando comparada à população em geral. O livro se chama “Dressed to Kill, The Link Between Breast Cancer and Bras” (Avery Press)]


Para funcionar adequadamente, o Wei Chi depende de sua capacidade de fluir uniforme e facilmente pela pele.

Ele aparece como uma película de energia brilhante em volta do corpo de um indivíduo saudável.

Em alguns indivíduos fica logo acima da pele, enquanto que em outros, pode irradiar até uma polegada além do limite do corpo (em alguns casos extremos, até três polegadas).


Roupas obstruem o Wei Chi

Pessoas capazes de ver o Wei Chi notam que ele não flui através da roupa tão bem quanto flui ao longo da pele nua. Ele tende a imergir para dentro do corpo ao invés de lidar com as fibras, as cores, os materiais sintéticos e as cargas elétricas das roupas.


Por exemplo, se eu olhasse para uma pessoa nua usando somente um par de calças, eu veria o Wei Chi sobre a superfície da pele desaparecer onde as calças começam e reaparecer onde elas terminam.

Isso significa que a área do corpo coberta pelas calças não está, nem de perto, sendo protegida pelo Wei Chi com a mesma eficiência, o que faz com que aquela área torne-se mais vulnerável à negatividade. Isso é importante por que, se o fluxo do Wei Chi está sendo impedido de alguma forma, nossa habilidade de responder tanto à vida, como às coisas prejudiciais que nela acontecem, fica reduzida.


O Fígado e a Alma

O Wei Chi tem implicações e conexões metafísicas muito fortes.

Em Medicina Natural (Chinesa, Indiana e Shamânica), se o Wei Chi precisa ser fortalecido, o órgão a ser tratado é o fígado e seus sistemas de energia associados.

Em metafísica, o fígado é o órgão associado à alma. Há muitas interpretações para a alma. Colocado de forma simples, a alma é parte do nosso corpo, ou presença de energia que nos auxilia a processar e registrar os processos da nossa vida (seja somente essa vida e ⁄ ou vidas passadas).


A maioria das culturas se identifica com antigos conceitos de ‘cortar o fígado de um homem fora’ para pegar sua alma e outras variações dessas estórias folclóricas. Fisiologicamente, o fígado é o processador central e armazém químico do corpo.


A alma processa a vida, resolve o nosso carma, e está constantemente sintetizando todos os eventos que acontecem diariamente. Está também envolvida nos processos de planejamentos e decisões.


Em Medicina Tradicional Chinesa, cada órgão tem um componente Yin e Yang, como é visto também em outros sistemas (apenas se utilizam de termos diferentes para denotar o princípio da dualidade Yang-Yin: masculino-feminino; positivo-negativo; expansão-contração; calor-frio, etc.)


O aspecto yang da alma é o Wei Chi que é encontrado na superfície do corpo. Nosso Wei Chi não está somente lá para nos proteger da vida, mas é também nosso primeiro contato com o mundo a nossa volta.

Todos os inputs vindos do nosso ambiente, das pessoas e dos acontecimentos, fazem contato primeiramente com o Wei Chi.


Ainda que um pouco desses inputs penetre diretamente no corpo através dos cinco sentidos, a maior parte dessas informações é processada pelo Wei Chi.

Assim sendo, um Wei Chi saudável determina quão bem nós podemos processar e digerir nossas vidas nos níveis físico, psicológico e energético. Tal processamento acontece durante o dia.


 Quando vamos dormir à noite, um outro processo acontece entre 1 e 3 da manhã (hora de atuação do meridiano energético do Fígado, em Medicina Tradicional Chinesa) 6 nota da tradutora pelo qual o Wei Chi se retira da superfície do corpo, viajando internamente em direção ao fígado e a outros órgãos vitais para sintetizar e passar adiante as informações processadas (esse intervalo de tempo corresponde ao Relógio Chinês, que demonstra as concentrações internas da energia do corpo de acordo com a hora do dia).


É por isso que quando nos deitamos na cama à noite (mesmo numa noite quente), nosso Wei Chi se retira e nos sentimos mais vulneráveis, sentindo, com frequência, mais frio e a necessidade de nos cobrir para nos sentirmos protegidos.

Isso também explica por que trabalhadores noturnos podem muitas vezes apresentar diversos problemas processando suas vidas, fazendo planos e tomando decisões, além de ser responsável por muitos dos efeitos negativos do jet lag – quando o Relógio Chinês é perturbado, e o Wei Chi passa a viajar internamente em horas erradas.


Um Wei Chi saudável significa um processamento da vida igualmente salutar.

É sobre isso que discutimos no início desse artigo.

Quando as pessoas estão em negação de seus corpos, quando fecham seus corpos emocionais e psicológicos e sentem a necessidade de se esconder sob uma máscara de roupas, elas estão igualmente suprimindo seu Wei Chi, que mal se estende acima da pele, sendo fino e muito fraco.


Como resultado desse fechamento, segue-se igual encerramento do processamento da vida.

Nossa habilidade de processar e sintetizar eventos que estão acontecendo na nossa vida depende enormemente de uma atitude saudável com relação ao nosso corpo e da nossa abertura em permitir que as energias desse corpo estejam expostas ‘lá fora’ para poderem fazer esse processamento.


Quando as pessoas se mostram ao mundo, elas estão abrindo seu Wei Chi ao mesmo tempo em que se abrem para processar a vida.

Indivíduos capazes de ver o Wei Chi a olho nu podem perceber a sua expansão ao observarem pessoas se despindo.


Desnudando a Alma

Em muitas culturas diferentes através da História, houve algum termo para se referir a alguém se desnudando em público. Nós falamos sobre “desnudar a alma” para o mundo. Isso se vincula diretamente ao Wei Chi estar na superfície da pele e ser a energia yang da alma.


Quando uma pessoa ‘desnuda sua alma’ ao despir-se publicamente, ela está se abrindo para o processo da vida, permitindo-se sintetizá-la de uma forma mais poderosa, tanto metafórica, psicológica, espiritual quanto fisicamente.


Quando pessoas experimentam grandes traumas ou eventos na vida e observam que o uso de drogas e álcool somente resulta em maior dificuldade de processamento, é comum que passem por um período onde se sintam compelidas a tirar suas roupas.

É uma metáfora que ilustra como, ao se livrarem de suas roupas, também se despem dos problemas do mundo.


Muitos naturistas falam sobre o sentimento de deixar o mundo pra trás, uma vez retirada as roupas e tendo se misturado com outras pessoas igualmente nuas.

Muitos não-naturistas na sociedade tem uma urgência interna de ‘desnudar suas almas’ e retirar suas roupas, por que em algum nível o subconsciente lhes diz que eles precisam expor seu Wei Chi para que possam então processar o que está acontecendo em suas vidas e livrar-se de tudo o que não lhes serve mais.


Em geral, pessoas numa sociedade orientada e aleijada pelo uso de máscaras não lidam bem com a vida; elas se negam a habilidade de processá-la, e prosseguem nesse estado insalubre pelos altos e baixos de se viver nesse mundo.


Em termos de ‘Nova Era’, muitas pessoas querem realizar o seu carma e propósito na vida. Elas vão a seminários, leem livros, e tem grandes insights e mudanças de paradigma que simplesmente não conseguem transformar em realidade.

Isso é devido ao fato de que o seu Wei Chi está tão retirado que não consegue cumprir sua função de metabolizar e digerir tais experiências, o que é particularmente importante quando se envolve a terapia nesse quadro.


Nudez na Terapia

Mais e mais pessoas estão frequentando sessões de terapia que dão suporte ao processamento da vida, seja psicoterapia, psicanálise, rebirthing, respiração holotrópica, gestão da vida, Reiki e muitas outras técnicas maravilhosas.


Essas técnicas envolvem trazer à tona as muitas questões de uma pessoa, colocando-a em contato com importantes entendimentos a respeito de sua vida. Um problema que se apresenta é que o indivíduo participando dessas terapias está comumente agarrado ainda à máscara representada pela sua vestimenta, fechando o seu Wei Chi e, portanto, tornando-se incapaz de processar aquilo que está aprendendo sobre si mesmo.


Frequentemente, pessoas participam de seminários ou sessões terapêuticas, aprendem um bocado e atravessam grandes momentos de epifania, mas, um mês depois, apresentam pouco progresso por que, a despeito de terem apreendido intelectualmente algumas quantas coisas, elas não digeriram a experiência internamente.

Então a tendência é a de lentamente voltarem para as velhas e conhecidas.


Formas de ser.

Uma pessoa pode atravessar anos de terapia fazendo somente pequenas mudanças por que o problema Fundamental de abrir-se ao processamento não foi abordado.

Em seu excelente livro ‘Terapia, Nudez eAlegria’, Dr. Aileen Goodman oferece muitos exemplos dos muitos benefícios de terapias que se utilizam de sessões individuais e de grupo onde os participantes estão nus.

A abertura e a honestidade que é encorajada pela nudez auxilia enormemente o processo terapêutico.


A consequente exposição do Wei Chi facilita a síntese do processo e consolida seus resultados.


Massagem

É comum ver pessoas receberem massagem tendo seus corpos totalmente cobertos, com exceção da parte massageada. Tais indivíduos estão se negando muito da eficácia da massagem, ao não se permitirem estar abertos ao processo: a massagem ajuda a distribuir o Wei Chi, encorajando-o a fluir mais livremente e estimulando-o a sintetizar o estresse acumulado.

A presença de cobertas enfraquece todo esse processamento tanto física quanto psicologicamente.


Despido versus Nu

A cada dia, e continuamente, recebemos informações do ambiente, da família, dos amigos, do trabalho, da televisão, dos congestionamentos no trânsito, etc. É essencial que todos os dias se dê ao corpo a chance de respirar, de se limpar e processar informações, removendo as obstruções a tal processo.


É necessário não somente retirar as roupas, mas se permitir estar também completamente vulnerável a respeito disso: estar totalmente despido – tirando a roupa deliberadamente, com o conceito de permitir que seu corpo esteja não somente física como mentalmente aberto.


Simplesmente despir-se nem sempre alcança esse objetivo – ao tirar-se a roupa para entrar no chuveiro, por exemplo, não se está necessariamente nu no sentido dessa abertura. No banheiro, com a porta trancada, pode-se estar

‘vestido’ pelo próprio banheiro, abrigado pelo ambiente privado do aposento. Isso, em si mesmo, pode efetivamente reduzir o impacto no Wei Chi.


Algo acontece – é claro, pois o simples fato de se estar nu é sempre mais saudável, mas não tão positivo quanto se se estivesse, da mesma forma, psicologicamente despido.

A nudez em público, ou na natureza, é mais benéfica por que há uma exposição, uma vulnerabilidade, uma abertura que radicalmente nos disponibiliza para a troca de energia.

Dever-se-ia aproveitar cada possível oportunidade de se estar nu e expor o corpo à vida.

Finais de semana ou Feriados ‘desnudos’ são terapias poderosas, pois dão ao corpo, à mente, e à alma, a chance de se recuperar, sintetizar experiências e se regenerar.


‘Nu’ – Um estado da Mente

Segue-se que a nudez é também um estado mental. Apesar de ser extremamente benéfico se expor fisicamente, ao se permitir estar sem roupas por determinados períodos de tempo, há que se considerar a vital importância do estado mental trazido através da nudez, que pode ser vivenciado ainda enquanto se está vestido.

Em contrapartida, é possível praticar o nudismo sem se despir mentalmente.


Há nudistas que usam a prática em si como uma máscara de confrontamento social ou exibicionismo sexual, ao invés de uma simples atitude de abertura para com a vida.

Há pessoas que não podem despir-se seja por razões climáticas, religiosas, ou culturais.

Algumas entre essas ainda conseguem processar bem a vida mantendo um Wei Chi sadio. Tais indivíduos encontraram uma forma de manterem-se abertos para a vida de uma forma positiva.

Eles têm uma atitude saudável e não reprimida com respeito ao seus corpos, não se encontrando em negação dos mesmos, estando portanto ‘nus sob as roupas’.


Tal estado mental é muito importante mesmo para o praticante naturista. Significa que a despeito da situação, pode-se continuar vivenciando a filosofia naturista muito embora o ambiente requeira que se esteja vestido.


Não se trata de necessariamente poder-se andar nu pela rua principal, o que seria tolo por confrontar, sem necessidade, as condições sociais e culturais locais.


A causa naturista não pode avançar com ações deliberadamente confrontantes. Não obstante, não há razão pela qual não se possa andar vestido pela mesma rua, sentindo todas as vantagens do estado mental trazido pela nudez.


Esse estado de ser sadio implica que pode-se usufruir dos benefícios do naturismo, tornando-nos mais abertos e honestos com as pessoas e com o mundo. Aproveitam-se melhor as energias à nossa volta que são utilizadas para nos empoderar.

Os eventos da vida serão processados enquanto ocorrem, ao invés de serem armazenados no corpo, somente para aleijá-lo mais tarde com doenças físicas e

mentais.


É um tipo de acordo diante da situação ideal de se viver nu, acordo esse essencial para pessoas vivendo nas mais diversas condições. Pessoas no Alaska podem ter problemas em passar o inverno nuas, por exemplo. Mas ao estarem ‘desnudas’, ainda que sob as roupas, elas podem usufruir dos benefícios da filosofia naturista.


Eliminando a Máscara

Pessoas que vivem nuas física ou mentalmente não estão utilizando-se de suas roupas como uma máscara. Elas não as estão usando como um suporte emocional ou psicológico de personalidade.

Elas estão dizendo: “Eu sou bom o suficiente do jeito que sou. Amo e respeito o meu corpo. Não necessito de roupa para me esconder. Não preciso dessa máscara para me relacionar com outras pessoas. Não preciso do suporte da maquiagem ou de roupas finas para tentar angariar prestígio, nem reconhecimento das pessoas à minha volta.”

Isso faz com que se relacionem com elas mesmas e com os outros de uma posição de força e empoderamento.

Elas se tornam parte da família humana, ao invés de competidores dentro dela.


Conclusão

É uma tragédia que a raça humana tenha se permitido criar tal complexidade de regras negativas e sistemas de crenças sobre o corpo o qual tem para viver do nascimento à morte.

Pensar-se-ia que, quando há que se passar tanto tempo com algo dado a nós por Deus, aprenderíamos a amá-lo e respeitá-lo; que desejaríamos cuidar bem dele e nutri-lo adequadamente; que ensinaríamos nossas crianças a crescer com sentimentos positivos e saudáveis a respeito de seus corpos, para que fossem capazes de usufruir da sua magnificência de estrutura e sensações, para respeitarem, aproveitarem e amarem os corpos dos companheiros da jornada da vida, sem a negação, a culpa, o abuso, e a hostilidade comumente vistas no mundo.


A filosofia e prática do Naturismo não vão solucionar todos esses problemas por que eles estão extremamente arraigados dentro de um sistema que depende demasiadamente dos frutos negativos de suas próprias regras desempoderadoras.

Entretanto, os indivíduos que escolhem adotar a abertura, a honestidade, e a vitalidade do nudismo, podem pelo menos realçar profundamente a experiência de alegria, saúde e paz em suas vidas e ter um efeito igualmente positivo naqueles ao seu redor.


Pelo encorajamento de uma atitude positiva com nossos corpos, estimulamos uma relação saudável com nossa mente, alma, espírito, e nosso ambiente. Isso fará diferença dentro de nossas próprias vidas e, se um número suficiente de nós o fizer de forma responsável e pacífica, no mundo.










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CELIA BARBOZA

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