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BodyTalk. O corpo não é uma máquina.

Atualizado: 11 de jan. de 2023


O que você faz, quando uma freada acontece? Claro, você se segura!

Para se segurar, os joelhos flexionam, os glúteos contraem, os ombros articulam, a coluna mobiliza, o abdômen encolhe para proteger os órgãos, a respiração muda e acontecem milhares de funções detalhadamente coordenadas, para que o impacto seja o menor possível.

Este é o sistema de adaptação que funciona todo o tempo, a Sabedoria Inata do corpo.


O corpo não é uma máquina.

Imagine a confusão, se precisássemos acionar todas essas alavancas e botões do corpo no momento de uma freada, só para segurar no balaústre!

Teríamos que seguir um manual de instruções incalculáveis, com milhares de funções organizadas por segundo, nos órgãos, endócrinas, grupos musculares, hormônios e, ainda por cima, compensar as emoções e pensamentos.

Ah! E tem mais! Precisaríamos escolher, dentre as inúmeras formas de manter-se seguro no momento da freada, qual delas seria a mais adequada, naquele dia específico.

Você conseguiria dizer ao sistema circulatório, quanto de sangue os músculos devem receber, para responder de modo ideal, à carga do impacto?

Estas reflexões, e novas maneiras de perceber que o corpo não é uma máquina, é o que se descortina quando começamos a entender o corpo como um complexo consciente, não maquinal, com memórias, estratégias e até mesmo certa capacidade de previsão.

Não é incrível saber que tudo isso acontece no seu corpo?


O corpo é Consciência.

Percebe-se que não é possível sincronizar tantas ações por nossa vontade, então, quem coordena tudo isso?

Uma boa pista é entender que o corpo é Consciência, com a Sabedoria Inata atuando para que essas decisões aconteçam sempre da melhor maneira. Isso acontece estando acordados ou em vigília, levando em conta pensamentos, sentimentos, traumas, angústias e todas as histórias vividas, e que são únicas para cada pessoa.

Não bastasse tanta coisa do mundo interno, também experimentamos aspectos que são peculiares ao fato de sermos humanos. Sentimos medo, fazemos comparações, somos movidos por desejos, etc. Esse campo comportamental coletivo também nos afeta, fazendo uma certa pressão, pois uma das necessidades inerentes ao ser humano é de pertencer e, dessa forma, também responderemos às expectativas e projeções deste corpo social.


Podemos dizer que somos corpos individuais em comunicação com este "grande corpo" de humanidade, e isso também precisa de elaboração e síntese, para darmos conta de viver no mundo.


O corpo diz de você, você é o corpo.

Neste sentido, não há um ser vivendo em um corpo, como se fossem objetos separados e sem comunicação.

Somos várias expressões de corpos, de substâncias diferentes, que se compreende como corpo físico, energético, de memórias e corpos ainda mais sutis, interagindo com o meio ambiente.

No entanto, a interação entre essas dimensões corpóreas é intrínseca, de onde se diz que não há separação.

Seu corpo é você, você é seu corpo e desta corporeidade você toma consciência do mundo e se expressa no mundo. Por este olhar, um sintoma é uma expressão.


O serviço do sintoma.

Nem sempre conseguimos expressar inteiramente o que sentimos, os conflitos ficam registrados e são, na maioria das vezes, inconscientes. Nenhum de nós foi educado a dar voz e confiar nos sentimentos primários; ao contrário, fomos ensinados a esconder e duvidar das nossas emoções mais legítimas, negando a intuição e entrando em conflito.

O conflito inclui a possibilidade de sentir coisas desagradáveis, ou seja, a resposta disponível para um enfrentamento num dado momento, pode ser uma dor de cabeça, uma noite mal dormida, ou qualquer sintoma que tenta expressar o que não pode ainda ser resolvido.

Trata-se então de um sistema consciente, corpo-mente-espírito, cujos sintomas e comportamentos, prestam o serviço de contar as histórias, e simultaneamente, são um convite para investigar padrões escondidos que fazem sofrer, como decepções, culpas, cobranças, inadequação, medo, tristeza, raiva.

Eu digo que o sintoma "traz a pessoa pelas mãos" para o processo da consciência.


Sem julgamentos.

O importante é ficar livre do julgamento, do condicionamento de que algo que te acontece é bom ou ruim, e perceber que um sintoma é uma forma de expressão, aquela que está disponível para lidar com o conflito, consciente ou inconscientemente, é o corpo falando.

Na abordagem terapêutica BodyTalk System, de certa forma, subvertemos a ideia de que o sintoma deve ser combatido, e abrigamos a perspectiva de trazer consciência, pois o sintoma não está ali por erro e nem por acaso.

É por causa disso que o BodyTalk não substitui e nem se opõe aos tratamentos tradicionais, podendo inclusive otimizar os tratamentos que a pessoa precisa fazer.


Ih! Travou a coluna! O que mais está travado na história da vida inteira?

No sistema de saúde BodyTalk System ( literalmente "sistema corpo fala"), é para as histórias por trás dos sintomas que nossa atenção se volta, e o que nos guia no processo é a Sabedoria Inata, a consciência ampla do corpo que pode revelar complexidades e restabelecer vínculos energéticos entre várias partes do corpo, para apoiar um melhor estado de saúde. Por isso dizemos que o BodyTalk é uma terapia baseada em Consciência.


Sabemos que a vida oferece desafios, freadas bruscas de altíssimo impacto que afetam o complexo corpo-mente, e a maneira que encontramos de nos adaptar a estes impactos, pode ser dura e difícil mas, ainda assim, é a forma que conseguimos para lidar com a dor e para nos defender.


Acolher é fundamental.

O processo terapêutico no BodyTalk, busca observar a saúde, a força, a sabedoria natural do corpo, que já estão presentes, porém necessitando de apoio para se expressar.


Muitas vezes será necessário "pegar o sintoma no colo", até a pessoa sentir-se segura e acolhida, e em níveis profundos perceber que há formas mais amorosas para lidar com as próprias histórias, encontrando equilíbrio no desequilíbrio, tornando-se capaz de aceitar-se cada vez de forma mais saudável, pois somos seres com conteúdos únicos e sensíveis, e isso está longe de ser comparável a uma máquina.




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CELIA BARBOZA

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